Pages

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Novo Tomb Raider será focado em sobrevivência e com a heroína mais humanizada

O novo Tomb Raider está chegando, mas ainda sabemos pouco sobre a aventura inédita de Lara Croft. Na verdade, este game é um recomeço para a saga, mostrando Lara ainda bem jovem, quando o navio onde estava sofre um naufrágio. A moça vai parar em uma misteriosa ilha e acaba sozinha por lá, tendo que se virar como pode. É por conta disso que a produtora Crystal Dynamics promete que o game será focado, principalmente, em sobrevivência.

No fórum oficial da companhia, os produtores do game responderam diversas questões sobre o jogo, onde revelaram mais detalhes sobre o que podemos esperar desta aventura. Como citado, a sobrevivência vai ser o ponto principal, o que significa que não teremos Lara procurando por um artefato místico, como ocorria nos games anteriores.

Sobre o sistema de combate, a companhia não quis revelar se ele será voltado para a ação ou conterá elementos de furtividade, como em Metal Gear Solid. Prometeram, porém, revelar todas as informações relativas a este tópico durante a edição deste ano da feira E3, que ocorre em junho.
Os produtores comentaram ainda que a movimentação de Lara pelos cenários será livre, mas com limitações em alguns momentos – como por exemplo na escalada de paredes. Por fim, vale lembrar que a ideia do game é tornar a heroína mais humanizada, e menos “bad girl”, e por isso ela deve ter poucos (ou nenhum) encontros com outras pessoas.
Tomb Raider vem para PC, PlayStation 3 e Xbox 360, ainda sem data.

Novo game combina Show do Milhão com Star Trek

A produtora Deep Silver anunciou um inusitado jogo para PlayStation Network e Xbox Live. Trata-se de Star Trek: The Original Series – Who Wants to Be a Millionaire, que nada mais é que uma mistura entre o seriado Jornada nas Estrelas e o programa de TV de perguntas e respostas Show do Milhão.

O game é justamente o que parece, uma simulação do programa de TV onde todos os participantes são inspirados pelo clássico seriado de ficção científica. O jogador escolhe um entre quatro avatares para participar de uma rodada de prêmios, incluindo a tenente Uhura, um oficial Vulcano, um cadete da Frota Estelar e uma escrava de Orion – aquelas belas moças de pele verde da série clássica.

Obviamente, todas as perguntas serão inspiradas na primeira temporada do seriado, que contava não só com o capitão Kirk, mas também com o Sr. Spock e tantos outros membros da nave Enterprise. Espere por referências bem antigas, que só os fãs irão lembrar. Os prêmios? Muito dinheiro – virtual, é claro.
Star Trek: The Original Series – Who Wants to Be a Millionaire será lançado em fevereiro, para o Xbox 360 e PlayStation 3, via suas respectivas lojas virtuais. O preço ainda não foi revelado, mas curiosamente o game não está previsto para territórios como Estados Unidos, Canadá e México.

Evento de lançamento de Raving Rabbids acontecerá em São Paulo

A distribuidora NC Games irá organizar uma ação para comemorar o lançamento de Raving Rabbids – Alive and Kicking na cidade de São Paulo, nos dias 21, 22, 28 e 29 de janeiro, em cinco unidades da rede Fnac. Durante a ação, o game será demonstrado a todos os clientes que queiram experimentar, e serão distribuídas máscaras do jogo.

Exclusivo para Xbox 360 com o Kinect, Alive and Kicking é o sexto título da franquia, e traz os famosos coelhos para uma missão diferente: conquistar o mundo dos humanos. Essa meta será conquistada com a ajuda de um cientista louco, que pretende criar um exército de Rabbids e traçar planos para atingir tal objetivo.
Serão 60 minigames, onde o usuário poderá acertar os coelhos com os pés, as mãos e interagir mais com eles, como iniciar uma dança. Para o mercado nacional, o jogo será legendado em português e é uma boa dica para se jogar com a família e os amigos. Seu preço inicial de lançamento é de R$ 99,90. Confiram mais detalhes da ação a seguir:
Data: 21, 22, 28 e 29 de janeiro
Horário: 14 às 20 horas
Local: Lojas Fnac de São Paulo (Pinheiros e Paulista), Porto Alegre (BarraShopping Sul), Rio de Janeiro (BarraShopping) e Curitiba.

Demo de UFC Undisputed 3 disponível na próxima terça, dia 24

O aguardado UFC Undisputed 3 ganhará, antes do seu lançamento, uma versão demo para que os jogadores possam conhecer as novidades que a série tem a oferecer agora para o universo do MMA. A demo estará disponível a partir do dia 24 de janeiro, para PlayStation 3 e Xbox 360.

Infelizmente, a THQ não divulgou detalhes específicos sobre a demo, como o número de lutadores ou modos de jogo presentes, e que só seriam revelados no dia do seu lançamento. Será que teremos alguma surpresa?
O que se sabe sobre o jogo em si é que ele terá 150 lutadores, entre sete categorias, lutas espelhadas (nas quais dois jogadores podem escolher o mesmo lutador), um modo de jogo com as regras do extinto torneio PRIDE e um esquema de controles adicional, simplificado para os não iniciados.
UFC Undisputed 3 será lançado no dia 14 de fevereiro.

Veja se Mass Effect 3 vai rodar no seu PC

A produtora BioWare revelou os requisitos mínimos e recomendados para Mass Effect 3 no PC. Quem está com um computador repleto de peças antigas, não se preocupe, já que o game não parece ser tão pesado assim. O único “requisito” que pode desanimar alguns é que o game exige que o Origin, serviço de distribuição digital da Electronic Arts, esteja instalado.

Além do Origin, saiba o que vai ser preciso para rodar Mass Effect 3 no seu computador.
Requisitos mínimos:
CPU – Intel Core 2 Duo 1.8 GHz (ou AMD equivalente)
RAM – 1GB para XP / 2GB RAM para Vista/Win 7
Espaço livre em disco: 15 GB
Vídeo – 256 MB (com suporte a Pixel Shader 3.0)
Som – Compatível com DirectX 9.0c
DirectX – DirectX 9.0c
Requisitos recomendados:
Sistema operacional – Windows XP SP3/Vista SP1, Win 7
CPU – Intel Core 2 Duo 2.4 GHz (ou AMD equivalente)
RAM – 2GB para XP / 4GB RAM para Vista/Win 7
Espaço livre em disco: 15 GB
Vídeo – AMD/ATI Radeon HD 4850 512 MB ou superior, NVidia GeForce 9800 GT 512 MB ou superior
Som – Compatível com DirectX 9.0c
Mass Effect 3 conclui a saga do comandante Shepard e a sua tripulação da nave Normandy, em guerra contra uma raça de seres que querem devastar o universo. O game sai para PC, Xbox 360 e PlayStation 3 em 6 de março.

Fallout: New Vegas ganhará “edição definitiva” em fevereiro, com todos os DLCs

Ainda não visitou a cidade pós-apocalíptica de New Vegas? A Bethesda tem uma ótima notícia para você: Fallout: New Vegas – Ultimate Edition é uma edição completa do mais recente RPG da série, que traz no mesmo pacote todas as expansões e atualizações que o jogo já recebeu.
Os quatro DLCs de missões – Dead Money, Honest Hearts, Old World Blues e Lonesome Road – e os dois pacotes de itens e equipamentos – Courier’s Stash e Gun Runners’ Arsenal – estão incluídos no disco. Somente estas adições somam cerca de US$ 45. O pacote completo com o jogo original, mais os DLCs, custará US$ 49,99 para PlayStation 3 e Xbox 360, e US$ 39,99 na edição para PCs. Interessante, não?
Fallout: New Vegas – Ultimate Edition será lançado no dia 7 de fevereiro nos Estados Unidos e no dia 10 de fevereiro na Europa.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Muito ajuda quem não atrapalha

No Brasil, o Orkut e a proliferação de lan houses foram responsáveis pela popularização da internet. O primeiro, iniciativa de uma mente brilhante dentro de uma gigante multinacional. Os segundos, micronegócios tocados por brasileiros empreendedores, com poucos recursos, muito suor e nenhum apoio.

Antes disso, enquanto o governo proibia a importação de equipamentos de informática, pioneiros se reuniam em grupos, montavam suas próprias máquinas com peças contrabandeadas e criavam os primeiros BBS, núcleos de comunicação em rede.

Como brasileiros, entendemos muito bem o papel do Estado no que diz respeito a tecnologia, conhecimento e comunicação: ele muito ajuda se não atrapalhar. O problema é que se torna irresistível meter o bedelho em tema tão quente e popular quanto a internet e todo seu ecossistema. E bedelho do Estado tem, invariavelmente, uma leitura: complicação, desinformação, atraso.

E isso por aqui, onde nossa cultura aceita, cultura e espera do Estado uma atuação, forte, presente, paterna. E isso por aqui, onde coexistem aqueles que acreditam nas oportunidades de empreender – da barraquinha de churros à empresa de tecnologia – com aqueles que se empenham em conquistar uma vaga no serviço público, em busca da estabilidade que ele garante.

Imagine, então, como o povo norte-americano está reagindo ao afronte da vez chamado Stop Online Piracy Act, na sigla pronta para trocadilhos, SOPA. A lei, se aprovada, matará a internet como a conhecemos, mesmo sendo um bedelho americano em solo americano.

Já dizia minha avó: “Em cozinha em que muita gente mete a mão, a sopa desanda.” E vai desandar para todo mundo porque o projeto de lei pode tornar inviável qualquer espaço digital aberto à produção de conteúdo por nós, usuários, muitos desses mantidos por empresas norte-americanas. Gmail, Picasa, Flickr, YouTube, Facebook… qualquer desses sites pode, na visão do texto da lei, ser acessado por americanos e usado para roubo de propriedade intelectual norte-americana. Isso inclui a postagem, sei lá, da senha de acesso ao Pentágono ou a simples publicação do vídeo da festa de aniversário de seu filho, repleto de imagens de isopor do Pato Donald, numa grave ofensa aos direitos autorais da Disney.

Além de permitir ao governo censurar todo e qualquer site, a lei ainda facilitará que os donos de direitos autorais punam financeiramente sites e usuários, sem muito espaço para defesa.

Não quero entrar aqui na discussão-anos-90 sobre Propriedade Intelectual, Creative Commons, Anarquia e afins. Mas há uma diferença enorme entre você se filmar cantando uma música de Glee e você vender um DVD de Tropa de Elite no camelô.

Na visão da Lei, é tudo igual. E uma lei que seja aprovada nos EUA – especialmente se nossos parlamentares virem nisso uma forma de engordar o caixa governamental e, por tabela, suas emendas ao Orçamento -, tem meio caminho andado para desembarcar por aqui. Não será novidade, pois temos um projeto de teor similar, que circula desde 1999, de autoria de Luiz Piauhylino (PSDB/PE), e ressuscitad o dez anos depoispelo também deputado Eduardo Azeredo (PSDB/MG). Pergunto, qual a chance de um texto legal sobre internet, que ganha emendas, ajustes e revisões há 13 anos, ser compatível com a realidade dos fatos? Ser de fato útil à sociedade?

Nessas horas, a cultura pop é sempre um alento. Lembro da cena de Guerra nas Estrelas quando o Senador Palpatine transformou a república galática em Império, em nome de uma suposta luta contra ameaças a segurança de todos. Padmé Amidala, mãe de Luke Skywalker, então jovem moçoila e também senadora, desabafou com a frase clássica: “Então é assim que morre a liberdade: com uma clamorosa salva de palmas.”

É o que a classe política vem tentando fazer mundo afora. Parece que aos políticos, no fim das contas, a liberdade é uma aterrorizante e nefasta aberração.